Terça-feira, Novembro 03, 2009

Morar numa igreja
























A frase do dia

A nós não nos cabe decidir o que acontece. Tudo o que nos cabe decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado.

Gandalf a Frodo em "A irmandade do Anel"

Sábado, Outubro 10, 2009

Herta Müller

“Chiar daca societatea romaneasca m-a exclus si nu mi-a dat voie sa ii apartin, chiar daca romanii nu ma accepta nici astazi, pentru ca spun adevarul despre vechii securisti aflati tot la putere, limba romana ma insoteste permanent”, spune Herta Müller, laureata Premiului Nobel pentru Literatura 2009.

“Am fost mereu uimita de varietatea lingvistica a limbii romane, de metaforele pe care le contine. E o alta dimensiune a sinelui, pe care ti-o confera, de parca as avea doua statii, una a limbii pe care o intrebuintez, alta, cea oferita de cuvantul echivalent al celeilalte limbi, care ofera o alta imagine. Limba romana ma insoteste permanent, o am in cap, chiar daca scriu in limba germana. Ma insotesc, intotdeauna, in paralel, imaginile celeilalte limbi”, a declarat cu sinceritate, scriitoarea care nu isi neaga legatura cu tara natala. Totusi, la 20 de ani de la caderea Comunismului, Herta Müller ramane in Romania, o exclusa...

Cine este romanca Herta Müller, laureata Nobel pentru literatura

Intr-un interviu acordat Comitetului Nobel, Herta Müller vorbeste despre Romania. Pentru scriitoarea haituita de securitate, opresiunea, exilul si dictatura sunt teme constante ale literaturii si poeziei sale. Cat despre relatia cu Romania de astazi, scriitoarea are cuvinte critice, dar in acelasi timp sincere.

"Din societatea romaneasca am fost exclusa pe motive politice, cumva, ca si cand nu as fi apartinut acelui loc. Am ajuns in Germania, unde am fost considerata dintotdeauna . In Romania am fost privita mereu ca o , am fost mereu considerata altfel, diferita". Sentimentul de excludere "m-a facut adesea sa sufar, dar l-am considerat, in final, ca pe un fapt si atat. Nu poti constrange un om sa dezvaluie ceea ce gandeste. Daca prin ceea ce cred si gandesc nu pot dovedi ca apartin unui loc, ce mai ramane de facut?", spune Müller.

„In Romania, lumea nu prea ma place. Poate ca exista unii carora le plac cartile mele, dar eu, ca persoana, nu le sunt foarte simpatica. Cel mai probabil se intampla asta pentru ca eu continui sa spun lucruri despre Romania care deranjeaza, dar care trebuie spuse”, declara proaspat laureata cu Nobelul pentru Literatura, scriitoarea Herta Müller, dupa scurta conferinta de presa care a avut loc la Berlin in ziua anuntarii premiului.

“A fost un noroc sa plec de acolo”, marturiseste laureata cu Nobel intr-una dintre declaratiile care au urmat surprinzatoarei vesti.

“Sa traiesc in Romania regimului dictatorial a fost pentru mine una dintre cele mai coplesitoare experiente”, spune adesea Herta Müller. “Chiar si traind in Germania, la sute de kilometri departare, experientele mele nu se sterg. Mi-am impachetat si trecutul atunci cand am plecat si imi amintesc ca dictaturile sunt un subiect comun si in Germania”.

O obeservatie a politologului roman Vladimir Tismaneanu ar trebui insa sa ramana esenta comentariilor care se fac acum, dupa ce o scriitoare de origine romana a fost recompensata cu aceasta onorabila distinctie. "Premiul Nobel acordat Hertei Müller la doua decenii de la caderea Zidului Rusinii si de la revolutiile din 1989 este un tribut adus intelectualilor critici, celor care, sperand impotriva sperantei (spre a relua cuvintele lui Walter Benjamin) au facut posibila naruirea comunismului. Este proba ca, in lupta dintre tiranie si spirit, spiritul invinge".

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Publicity - Advertising

¿Cómo conseguir que nuestra campaña de publicidad se convierta en noticia?

- Resalta los componentes innovadores de tu mensaje. Los medios de comunicación masivos buscan novedades, noticias diferentes y llamativas para captar mayor audiencia. Muchos medios buscan informaciones en blogs o los invitan para algún reportaje especial (ejemplo de El País). Una buena redacción del titular puede llamar la atención sobre todo, de los medios impresos.

- Desarrolla o subcontrata un departamento potente de PR, con buenos contactos, con un buen know how de como llegar a los medios de masas ( y no me refiero al envío desmedido de jamones de pata negra ;-)). Hay agencias de noticias y relaciones públicas que poseen bases de datos cualificadas e incluso la posibilidad de enviarlas al centro de información donde suelen nutrirse los medios para publicar sus noticias.

- Aprovecha una moda o una tendencia que resulte interesante para el gran público. Por ejemplo, últimamente hemos visto en las noticias bastantes menciones sobre el fenómeno de las FlashMobs. Las acciones innovadoras de Guerrilla marketing suelen gustar a los medios masivos. La navidad también es un momento muy bueno para ser innovadores en la concepción de nuestras acciones de marketing.

- Sé breve en tu email o forma de contacto. Si hay algo que nos falta a todo el mundo y coincidimos, es tiempo. No olvides, sin embargo, de documentar todo con otros documentos, enlaces, webs, etc. Aprende sobre Permission marketing.

- Demuestra que tu contenido es interesante de manera cuantitativa (superación de masa crítica) aportando referencias importantes que ya hayan publicado sobre el tema. Los medios y el buzz suelen funcionar a modo del conocido “efecto bola de nieve“. Contra más medios o referencias se hagan eco de la noticia más atractivo será para el medio siguiente, por miedo, justamente a no estar “in“. No hay mejor ejemplo para demostrar este fenómeno que este vídeo que se convirtío en viral del momento: Sasquatch music festival 2009 - Guy starts dance party y que nuestros compañeros de ViendoVídeos, Jesús y Xavi, nos trajeron como ejemplo para explicar el fenómeno de “El generador de tendencias y los “early & late adopters“.

- Sé extraordinario, rompedor, llamativo, capaz de provocar un “¿Has visto eso?”. Piensa que una sociedad sobrecomunidada, ser diferente no es una estrategia es un imperativo de marketing.

No hay clases magistrales para conseguirlo, pero creo que estas notas pueden ayudarte a conseguir que tu campaña publicitaria salga en los medios masivos. Creo que salir en los mass media de manera gratuita es posiblemente, el mejor criterio de control para poder afirmar con orgullo que tu campaña de buzz marketing ha sido todo un éxito.

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Santa Teresa do Menino Jesus

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.

Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava,

ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela:

"Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?"

Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Bem visto



Segunda-feira, Agosto 17, 2009

uma igreja no meio da floresta





Construída em 1980, a igreja de Thorncrown Chapel situa-se em Eureka Springs, no estado americano do Arkansas.

Fé e dinheiro, uma combinação explosiva


Mais um artigo excelente da revista brasileira «Veja»

O Ministério Público de São Paulo acusa Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal de usar o dinheiro de doações de fiéis para fazer negócios e engordar o próprio patrimônio.

Há 32 anos, os templos da Igreja Universal do Reino de Deus recebem ricos e pobres, crédulos e descrentes, doentes, despossuídos e desesperados. A todos a igreja oferece consolo e, muitas vezes, também uma porta de saída para escapar do vício, do crime e da solidão. Mas cobra caro por isso. Baseada numa particular Teologia da Prosperidade, a Universal, fundada e chefiada pelo bispo Edir Macedo, prega que a maior expressão da fé são as oferendas de dinheiro à igreja (e também de carros, casas e cheques pré-datados). A ideia de que "quanto mais se doa, mais Deus dá de volta", levada ao paroxismo pela eloquência dos bem treinados pastores da Universal, já fez com que almas crédulas arruinassem seus casamentos, suas finanças, suas vidas.

leia aqui o artigo completo

Como a fé desempatou o jogo


Os antepassados humanos que desenvolveram a capacidade de crer foram os únicos a sobreviver à Idade do Gelo. Isso explica por que a fé resiste mesmo quando a ciência prova que o sobrenatural nada mais é do que química e eletricidade


Em maior ou menor escala, em todas as sociedades modernas actuais as crenças estão mais vivas do que nunca. Mas isso não é um paradoxo, um contrafluxo na corrente racional vitoriosa do conhecimento humano? Não se convencionou que crença e ciência não combinam, são como óleo e água? Os dogmas milenares que orientam a fé de cristãos, judeus, muçulmanos ou budistas são todos muito respeitáveis, mas em pleno século XXI não são apenas anacronismos deslocados do mundo da razão e da tecnologia? Não. A novidade é que não existe paradoxo. Existe, sim, o reconhecimento dos limites dos dois campos da percepção humana dos fenômenos naturais.

VEJA - Leia todo o artigo

Quarta-feira, Agosto 12, 2009

Caritas in veritate

Bento XVI apresenta a sua última encíclica

Queridos irmãos e irmãs:

Minha nova encíclica, Caritas in veritate, que foi apresentada oficialmente ontem, inspira-se, em sua visão fundamental, numa passagem da carta de São Paulo aos Efésios, na qual o apóstolo fala sobre agir segundo a verdade na caridade: “Vivendo – acabamos de escutar – segundo a verdade, no amor, cresceremos sob todos os aspectos em relação a Cristo, que é a cabeça” (4, 15). A caridade na verdade é, portanto, a principal força propulsora para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e de toda a humanidade. Por isso, toda a doutrina social da Igreja gira em torno do princípio caritas in veritate.

Somente com a caridade, iluminada pela razão e pela fé, é possível alcançar objetivos de desenvolvimento com um valor humano e humanizador. A caridade na verdade “é um princípio à volta do qual gira a doutrina social da Igreja, princípio que ganha forma operativa em critérios orientadores da ação moral” (n. 6). A encíclica alude imediatamente, na introdução, a dois critérios fundamentais: a justiça e o bem comum. A justiça é parte integrante desse amor “com ações e de verdade” (1 Jo 3, 18), à qual exorta o apóstolo João (cf. n.6). E “amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas (...).Ama-se tanto mais eficazmente o próximo, quanto mais se trabalha em prol de um bem comum”. Portanto, dois são os critérios operativos: a justiça e o bem comum; graças a este último, a caridade adquire uma dimensão social. A encíclica diz que todo cristão está chamado a esta caridade e acrescenta: “este é o caminho institucio nal (...) da caridade” (cf. n. 7).

Como outros documentos do Magistério, também esta encíclica retoma, continua e aprofunda a análise e a reflexão da Igreja sobre questões de vital interesse para a humanidade do nosso tempo. De modo especial, enlaça-se com aquilo que Paulo VI escreveu, há mais de 40 anos, na Populorum progressio, pedra angular do ensinamento social da Igreja, na qual o grande pontífice traça algumas linhas decisivas – e sempre atuais – para o desenvolvimento integral do homem e do mundo moderno. A situação mundial, como amplamente demonstra a crônica dos últimos meses, continua apresentando muitos problemas e o “escândalo” de desigualdades clamorosa s, que permanecem apesar dos compromissos adotados no passado.

Por um lado, registram-se sinais de graves desequilíbrios sociais e econômicos; por outro, invocam-se de muitas lugares reformas que não podem demorar mais tempo para superar a brecha no desenvolvimento dos povos. O fenômeno da globalização pode, neste sentido, constituir uma oportunidade real, mas por isso é importante que se acometa uma profunda renovação moral e cultural e um discernimento responsável sobre as escolhas que precisam ser feitas para o bem comum. Um futuro melhor para todos é possível quando se funda na descoberta dos valores éticos fundamentais. É necessária, portanto, uma nova projeção econômica que volte a desenhar o desenvolvimento de forma global, baseando-se no fundamento ético da responsabilidade diante de Deus e diante do ser humano como criatura de Deus.

A encíclica certamente não visa a oferecer soluções técnicas para as grandes problemáticas sociais do mundo atual – não é da competência do magistério da Igreja (cf. n. 9). Esta recorda, no entanto, os grandes princípios que se revelam indispensáveis para construir o desenvolvimento humano nos próximos anos. Entre estes, em primeiro lugar, a atenção à vida do homem, considerada como centro de todo verdadeiro progresso; o respeito do direito à liberdade religiosa, sempre unido intimamente ao desenvolvimento do homem; a rejeição de uma visão prometeica do ser humano, que o considera artífice absoluto do seu próprio destino. Uma ilimitada confiança nas potencialidades da tecnologia seria finalmente ilusória. É preciso contar com homens retos, tanto na política quanto na economia, que estejam sinceramente atentos ao bem comum.

Em particular, vendo as emergências mundiais, é urgente chamar a atenção da opinião pública diante do drama da fome e da segurança alimentar, que afeta uma parte considerável da humanidade. Um drama de tais dimensões interpela nossa consciência: é necessário enfrentá-lo com decisão, eliminando as causas estruturais que o provocam e promovendo o desenvolvimento agrícola dos países mais pobres. Tenho certeza de que esta via solidária ao desenvolvimento dos países mais pobres ajudará a elaborar um projeto de solução da crise global atual.

Sem dúvida, é preciso revalorizar atentamente o papel e o poder político dos Estados, em uma época em que existem, de fato, limitações à sua soberania por causa do novo contex to econômico-comercial e financeiro internacional. E por outro lado, não deve faltar a participação dos cidadãos na política nacional e internacional, graças também a um compromisso renovado das associações dos trabalhadores chamados a instaurar novas sinergias no âmbito local e internacional. Um papel de primeiro nível desempenha, também neste campo, a mídia, para a potencialização do diálogo entre culturas e tradições diversas.

Querendo, portanto, programar um desenvolvimento não viciado pelas disfunções e distorções hoje amplamente presentes, impõe-se, por parte de todos, uma séria reflexão sobre o sentido da economia e sobre suas finalidades. Exige-o o estado de saúde ecológica do planeta; pede-o a crise cultural e moral do homem, que aparece com evidência em c ada lugar do globo. A economia tem necessidade da ética para seu funcionamento correto; precisa recuperar a importante contribuição do princípio de gratidão e da “lógica do dom” na economia do mercado, em que a regra não pode ser o próprio proveito. Mas isso só é possível graças ao compromisso de todos, economistas e políticos, produtores e consumidores, e pressupõe uma formação das consciências que dê força aos critérios morais na elaboração dos projetos políticos e econômicos.

Justamente, de muitas partes se apela ao fato de que os direitos pressupõem deveres correspondentes, sem os quais os direitos correm o risco de transformar-se em livre arbítrio. É necessário – repete-se cada vez mais – um estilo diferente de vida por parte de toda a humanidade, no qual os deveres de cada um com relação ao ambiente se unam aos da pessoa considerada em si mesma e em relação com os demais. A humanidade é uma só família e o diálogo fecundo entre fé e razão não pode senão enriquecê-la, tornando mais eficaz a obra da caridade no social, constituindo, além disso, o marco apropriado para incentivar a colaboração entre crentes e não-crentes, na perspectiva compartilhada de trabalhar pela justiça e pela paz no mundo.

Como critérios-guia por esta interação fraterna, na encíclica indico os princípios de subsidiariedade e de solidariedade, em íntima conexão entre si. Sublinhei, finalmente, frente a problemáticas tão vastas e profundas do mundo de hoje, a necessidade de uma autoridade política mundial regulada pelo direito, que se atenha aos mencionados princípios de subsidiariedade e solidariedade e que esteja firmemente orientada pela realização do bem comum, no respeito às grandes tradições morais e religiosas da humanidade.

O Evangelho nos recorda que não só de pão vive o homem: não só com bens materiais se pode satisfazer a profunda sede do seu coração. O horizonte do homem é, sem dúvida, mais alto e mais vasto; por isso, todo programa de desenvolvimento deve ter presente, junto ao material, o crescimento espiritual da pessoa humana, que está dotada de alma e corpo. Este é o desenvolvimento integral, ao que constantemente se refere a doutrina social da Igreja, desenvolvimento que tem seu critério orientador na força propulsora da “caridade na verdade”.

Queridos irmãos e irmãs, oremos para que também esta encíclica possa ajudar a humanidad e a sentir-se uma única família comprometida em realizar um mundo de justiça e paz. Oremos para que os crentes, que trabalham nos setores da economia e da política, advirtam quão importante é a coerência do seu testemunho evangélico no serviço que oferecem à sociedade. Particularmente, convido-vos a rezar pelos chefes de Estado e do governo do G8, que se reúnem nestes dias em L’Aquila. Que desta importante cúpula mundial brotem decisões e orientações úteis para o verdadeiro progresso de todos os povos, especialmente dos mais pobres. Confiamos estas intenções à maternal intercessão de Maria, Mãe da Igreja e da humanidade.