Uma empresa com responsabilidades, líder do retalho em
Portugal (dona de mais de 700 lojas em Portugal e com 39.400 colaboradores ao
seu serviço), decidiu partilhar connosco a sua concepção de Natal.
Para a SONAE, o Natal é uma diversão.
Uma diversão atrevida e sensual.
De ginásio pop foleiro e adereços rascas de licra.
É a mensagem deprimente e má (porque falsa), da campanha
comercial para a época do humano-animal Popota - mascote da insígnia Modelo
agora integrada no universo Continente -, ao som de uma adaptação da música On The Floor, de Jennifer Lopez.
Uma campanha que está maciçamente presente em televisão,
rádio, imprensa, internet e exterior.
Alegadamente, o conceito “remete
para uma viagem pelos vários mundos da Popota, através de vários cenários que
marcam as brincadeiras das crianças”.
Infelizmente, este apelo não nos remete nem para as crianças,
nem para a sua santa inocência, nem para o sagrado acontecimento do Natal de
Jesus Cristo.
Devolve-nos, antes, para uma verdade gravemente lesada e
ofendida.
Como é óbvio trata-se de uma vergonhosa aplicação comercial que
troça de coisas sérias e importantes, um indutor de consumo que a Sonae
descarregou (vomitou) na praça pública.
Esta “coisa” só merecia uma coisa do povo
católico, a verdadeira revolução nos seus hábitos de consumo e no panorama
comercial português (tal como dizia a implementação do primeiro hipermercado
português pela SONAE, em 1985): um maciço e definitivo boicote.
É Natal.
(Miguel Alvim)

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